sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Som agressivo aos olhos...


A combinação de surf rock, ruídos e lo-fi pode parecer apimentado para quem lê, mas nas mão de Nathan Willians, virou música para os nossos ouvidos e uma forma do meninote estravasar a sua ansiedade. Formado em San Diego, na California o Wavves entrou no circuito em 2008 e já no ano passado teve um dos trabalhos mais elogiados pela crítica mundial, com seu segundo álbum nominado Wavvves.

O vocalista já arranjou encrenca em festivais e admite abusar do álcool, dando alguns causos como o que aconteceu no Barcelona Primavera Sound Festival, onde a banda não conseguiu terminar o show devido ao grau que o moço se encontrava (na mesma época em que recebemos no Brasil o Beirute, sofrendo do mesmo mal), mas o universo indie tem de tudo e o melhor é que no ipod ninguém dá bafo e a agressividade no som é muito bem vinda.

Com um dos clipes mais enxutos do meio, Wavves dá as caras com So Bored, música que postamos aqui para vossa apreciação.








quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Canta pra subir!



Free Blood, duo do Brooklin, em Nova Iorque, deveria entrar nos apontamentos do Napa a um bom tempo, mas isso serviu para que o som da banda fosse redescoberto em todos os seus elementos e sua sutil formação, com baixo, bateria eletrônica e dois microfones, afinal a gente escreve mas se diverte.

O interessante é a maneira que John Pugh, sua parceira Madeline Davy, e banda aplicam esses elementos eletrônicos e sintetizadores a música, produzindo um som conceituado na tentativa feliz de reinventar este estilo tão popular na atualidade e olha que a missão não é das mais fáceis.

O primeiro álbum da banda, nominado The Singles, é composto somente por seis músicas, além de vários remixes das mesmas, para você escolher qual cai melhor em qual momento. Depois de abrir shows para bandas renomadas como Hot Chip e Holy Fuck, Free Blood agora tem a chance de provar que é um grande projeto para despontar em grandes festivais e rádios do meio.

O clipe The Royal Family mostra um pouco da misce en scene dessa dupla.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Country-folk-indie-rock


Cory Chisel, nascido em Wisconsin, sempre esteve envolvido com a música, principalmente na igreja, pois é filho de pastor da congregação batista, onde sua mãe também participava tocando orgão.

Cory e sua banda The Wandering Souls lançou em setembro passado seu segundo álbum chamado Death Won’t Send A Letter, com algumas influências de Bruce Springsteen, Bob Dylan, Johnny Cash e até mesmo Cat Stevens, pela semelhança das vozes e de um som, digamos, “country-folk-rock-sei lá o que”. Com este disco se firmaram no mercado e ainda recebem grandes elogios da mídia.

O video da música Born Again faz parte do primeiro single deste projeto e traz convidados especiais como Brendan Benson e Patrick Keeler, da banda The Raconteurs, tem um teclado extremamente viciante, que particularmente, fica bem difícil ouvir somente uma vez!


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Som com cara de domingo...

Lust For Life é um clipe que causa comentários comportamentais pela internet, recebeu algumas versões caseiras e é engraçado ver como hoje em dia o rock ainda pode gerar algum tipo de preconceito em um simples clipe captado em Super 8, onde pessoas aparecem fazendo cena, inclusive os autores da música, o dueto Girls, formado por meninotes da Califórnia, mas especificamente, São Francisco.

A boa estrada de versões e fofocas em relação ao clipe comentado acima gerou um boca a boca que fez com que a banda independente conseguisse um selo para se lançar. Com um som com cara de final de semana, o projeto traz um indie pop, com elementos do punk post rock e aquela guitarra melosa dando um brilho. Em algumas músicas, os som parece uma produção londrina, mas rapidamente você sente a energia californiana nas melodias.

O bom deste blog é que não somente a gente caça as coisas por aí mas sugestões dos amigos e leitores trazem novidades para a nossa playlist e uma delas é a banda desta post! O clipe, claro, não poderia deixar de ser o tão comentado Lust For Life.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Som para falar pouco...

... e escutar muito. Esse é o típico artista que tem que se ouvir com atenção, mas do que ler sobre. São muitas nuances, referências e detalhes que fazem um som ser tão delicado e completo. Andrew Morgan, do Kansas, com seu folk e violão de aço, aos nossos ouvidos, trazendo uma produção que amadurece em seu segundo álbum como agrada a cada faixa. Please Kid, Remember.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Surf Indie Rock!

Riffs de guitarra que não param, harmonias empolgantes, letras simples e um fuzzy despretencioso. Essa é a fórmula que colocou Surfer Blood na boca do povo. Formado pelos meninotes norte americanos de Palm Beach, Flórida, John Paul Pitts - guitarra e vocal, Tyler Schwarz - bateria, Thomas Fekete - guitarra, Brian Black - baixo e Marcos Marchesani - percussão, a banda tem cerca de um ano e um mercado se abrindo a cada dia, já que o projeto pegou um nicho musical que tem um público sedento de novidades, colocando uma pitada indie no já consagrado surf rock!

Sem muito o que falar, é melhor ouvir os moços em versão instrumental e alive!



sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Não lançamento da semana...

Este ano começou com um trailer que colocou muitos com desejo de saber como Spike Jonze irá tratar o clássico infantil norte americano de Maurice Sendak, Where the Wild Things Are. Também começou com Yeah Yeah Yeah arrasando no lançamento de It’s Blitz.

Para deixar o filme melhor do que parece ser e Karen O mais uma vez em alta na cena, a trilha sonora de Onde Vivem os Monstros foi composta por amigos da moça e um coral de crianças. Intitulado Karen O and The Kids, o álbum não só entra para um dos melhores lançamentos do ano como também dá o tom do filme, aumentando ainda mais a expectativas dos fãs do diretor, da história e do bicho papão.

Inocentemente pretencioso, o projeto reuniu nomes como Tristan Bechet do Services, Tom Biller do Afternoons, Bradford Cox do Deerhunter, Dean Fertita um homem multibandas, Aaron Hemphill do Liars, Greg Kurstin do The Bird and The Bee, Jack Lawrence que também não dorme, Oscar Michel do Gris e, claro, Nick Zinner e Brian Chase do Yeah Yeah Yeahs.

Com personalidade, Karen O conseguiu produzir algo ingênuo, realmente infantil e emocionante, sem deixar o vigor, que a colocou no topo, presente e com muito amor, como o título da música que vamos postar aqui.